Domingo, 11 de Março de 2012

Beijando o cu do Henrique

Hoje de manhã tocaram-me à campainha. Quando abri a porta, encontrei um casal bonito e bem apresentado. O homem falou primeiro:

João: “Olá! Eu sou o João e esta é a Maria.”

Maria: “Olá! Estamos aqui para o convidar a vir beijar o cu do Henrique connosco.”

Eu: “Peço desculpa?! Estão a falar sobre o quê? Quem é o Henrique e porque deveria eu querer beijar o Seu cu?”

João: “Se você beijar o cu do Henrique, Ele dá-lhe um milhão de euros; se não beijar, Ele enche-o de porrada.”

Eu: “O quê? Isto é algum tipo de máfia bizarra à procura de extorquir dinheiro?”

João: “O Henrique é um bilionário filantropo. O Henrique construiu esta cidade. O Henrique é o dono desta cidade. Ele pode fazer aquilo que Ele quiser, e o que Ele quer é dar-lhe um milhão de euros, mas Ele não pode enquanto não lhe beijar o cu.”

Eu: “Isso não faz sentido nenhum. Porquê…”

Maria: “Quem é você para questionar a dádiva do Henrique? Você não quer um milhão de euros? Não vale a pena por um pequeno beijo no cu?”

Eu: “Bem, talvez, se for legítimo, mas…”

João: “Então venha beijar o cu do Henrique connosco.”

Eu: “Costumam beijar o cu do Henrique?”

Maria: “Oh sim, a toda a hora…”

Eu: “E Ele já vos deu um milhão de euros?”

João: “Bem, não. Só se vai ganhar o dinheiro quando se sair da cidade.”

Eu: “Então porque não saem da cidade agora?”

Maria: “Não se pode sair até ao Henrique deixar, ou então não se ganha o dinheiro, e Ele enche-o de porrada.”

Eu: “Conhecem alguém que tenha beijado o cu ao Henrique, tenha saído da cidade e ganho o milhão de euros?”

João: “A minha mãe beijou o cu do Henrique durante anos. Ela deixou a cidade o ano passado, e tenho a certeza que ela ganhou o dinheiro.”

Eu: “Ainda não falou com ela desde então?”

João: “Claro que não, o Henrique não permite.”

Eu: “Então o que o faz pensar que ele lhe vai dar o dinheiro se nunca falou com ninguém que tenha recebido o dinheiro?”

Maria: “Bem, Ele dá-lhe um bocado antes de sair. Talvez obtenha um aumento, talvez ganhe um pequeno prémio na lotaria, ou talvez encontre uma nota de 20 euros na rua.”

Eu: “O que tem isso a ver com o Henrique?”

João: “O Henrique tem uns certos “conhecimentos””.

Eu: “Peço desculpa, mas isto tudo soa-me a uma grande fraude.”

João: “Mas é um milhão de euros, acha mesmo que pode arriscar? E lembre-se, se não beijar o cu ao Henrique, ele enche-o de porrada.”

Eu: “Talvez se eu conseguisse ver o Henrique, falar com Ele, obter os detalhes diretamente Dele…”

Maria: “Ninguém vê o Henrique, ninguém fala com o Henrique.”

Eu: “Então como é que lhe beijam o cu?”

João: “Às vezes sopramos-Lhe um beijo e pensamos no cu Dele. Outras vezes beijamos o cu do Carlos e ele passa-Lhe.”

Eu: “Quem é o Carlos?”

Maria: “Um amigo nosso. Foi ele que nos ensinou tudo sobre beijar o cu do Henrique. Tudo o que tivemos de fazer foi leva-lo a jantar algumas vezes.”

Eu: “E vocês simplesmente acreditaram nele quando ele disse que existia um Henrique, que o Henrique queria que Lhe beijassem o cu, e que o Henrique os iria recompensar?”

João: “Não! O Carlos tem uma carta que recebeu do Henrique há muitos anos que explica tudo. Está aqui uma cópia; veja por si próprio.”


Da secretária do Carlos

  1. Beija o cu do Henrique e Ele dá-lhe um milhão de euros quando sair da cidade.
  2. Beba álcool em moderação.
  3. Encha de porrada as pessoas que forem diferentes de si.
  4. Coma direito.
  5. O Henrique ditou esta lista pessoalmente.
  6. A lua é feita de queijo verde.
  7. Tudo o que o Henrique diz está certo.
  8. Lave as mãos depois de usar a casa de banho.
  9. Não beba álcool.
  10. Coma salsichas no pão, sem condimentos.
  11. Beije o cu do Henrique ou ele enche-o de porrada.


Eu: “Isto parece ter sido escrito numa folha do Carlos.”

Maria: “O Henrique não tinha papel.”

Eu: “E tenho um palpite que se verificarmos, vamos descobrir que esta é a letra do Carlos.”

João: “Claro que sim, o Henrique ditou-a.”

Eu: “Pensei que tinha dito que ninguém via o Henrique?”

Maria: “Agora não, mas há muitos anos atrás Ele falou com algumas pessoas.”

Eu: “Eu pensei que tinham dito que Ele era um filantropo. Que raio de filantropo enche as pessoas de porrada só porque são diferentes?”

Maria: “É isso que o Henrique quer, e o Henrique está sempre certo.”

Eu: “Como descobriram isso?”

Maria: “O número 7 diz: “Tudo o que o Henrique diz está certo”. Isso chega para mim!”

Eu: “Talvez o vosso amigo Carlos tenha inventado isto tudo.”

João: “Sem hipóteses! O número 5 diz “O Henrique ditou esta lista pessoalmente”. Para além disso, o número 2 diz “Beba álcool em moderação”, o número 4 diz “Coma direito” e o número 8 diz “Lave as mãos depois de usar a casa de banho”. Toda a gente sabe que estas coisas estão corretas, por isso o resto também deve estar correto.”

Eu: “Mas o número 9 diz “Não beba álcool”, o que não combina bem com o número 2, e o número 6 diz “A lua é feita de queijo verde”, o que é simplesmente errado.”

João: “Não existe contradição entre o 2 e o 9, o 9 clarifica o 2. Quanto ao número 6, você nunca foi à lua, por isso não pode ter a certeza.”

Eu: “Os cientistas já estabeleceram que a lua é feita de pedra…”

Maria: “Mas eles não sabem se a pedra veio da Terra ou do espaço, logo pode tão facilmente ser queijo verde.”

Eu: “Eu não sou um especialista, mas penso que a teoria de que a lua foi “capturada” pela terra já provada errada. Para além disso, não saber donde veio a pedra não a faz ser queijo.”

João: “Ah! Você acabou de admitir que os cientistas erram, mas nós sabemos que o Henrique está sempre certo.”

Eu: “Sabemos?”

Maria: “Claro que sabemos. Está escrito no número 7.”

Eu: “Estão a dizer que o Henrique está sempre certo porque está escrito na lista, a lista está certa porque o Henrique ditou-a, e sabemos que o Henrique a ditou porque está escrito na lista. Isso é lógica circular, é o mesmo que dizer “O Henrique está certo porque Ele diz que está certo.””

João: “Agora está a perceber! É sempre uma grande recompensa ver alguém a adotar o modo de pensar do Henrique.”

Eu: “Mas…oh, esqueçam. Já agora, qual é a situação das salsichas?”

A Maria fica corada

João: “Sem pão não há salsicha. Uma salsicha sem pão é errada.”

Eu: “Sem ketchup? Sem mostarda?”

A Maria fica com ar de doente

João: (a gritar) “Não há necessidade para esse tipo de linguagem! Condimentos de qualquer tipo são errados!”

Eu: “Então um grande prato de massa com tomate e salsichas às rodelas está fora de questão?”

Maria: (tapa os ouvidos com os dedos) “Não estou a ouvir isto. La la la la la la.”

João: “Isso é nojento. Apenas um maníaco doente comeria algo assim…”

Eu: “É bom! Eu como disso um monte de vezes.”

A Maria desmaia

João: (apanha a Maria) “Bem, se soubesse que você era um desses, não tinha desperdiçado o meu tempo. Quando o Henrique o encher de porrada eu vou lá estar, a contar o meu dinheiro e a rir-me. Eu beijarei o cu do Henrique por si, seu comedor-de-salsichas-sem-pão-com-tomate.”

Com isto, o João arrastou a Maria para o carro e acelerou.


Original em http://jhuger.com/kisshank

Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Dark Times Upon Us

Aviso: Esta leitura pode provocar choque aos mais sensíveis. Também pode provocar uma intenção forte de me insultar, nomeadamente de me chamar um "filho da puta dum insensível", ou um "porco nojento".

Nestes dias tem andado nos jornais a noticia de que "morreu" um feto cuja futura mãe foi vacinada contra a gripe A. Sem desrespeito à família em questão, a palavra morreu está entre aspas por uma simples razão: como pode algo que ainda não nasceu morrer?

Não faz muito sentido. Sempre estive convencido de que para se morrer era preciso nascer. Raio de professora da primária que me enganou, e me deixou na ignorância este tempo todo, porque pelos vistos parece que as pessoas tratam um feto como algo que já era vivo. Para mim, isto cria um contra-senso. Ou então uma fuga às finanças.

Se já se é vivo, porque é que a data de nascimento oficial é quando se sai de dentro da mãe? Se quando é feto já é considerado um ser vivo, porque não fazer da passagem de embrião a feto a data de nascimento oficial? Ou ainda, porque não quando falha o primeiro período? Caralho, vamos todos ser conservadores e correr para o Registo Civil sempre que um homem produzir um espermatozóide.

Porque se pensarmos bem, é rídiculo considerar algo um ser vivo antes de nascer. Por exemplo, no caso do feto que "morreu", imagino o que diria a lápide dele:

"Aqui jaz futuro José Camafeu
Possivelmente nascido a 27/12/2009
Morreu a 18/11/2009"

Na minha opinião, a definição da data oficial de nascimento, é algo que devia ser decidido o mais brevemente possível. Até porque iria acabar com muitas outras discussões. Uma delas era o aborto.

Se fosse definido quando é que alguém oficialmente nasceu, só iria haver dois estados vivo ou "nada". Se já é oficialmente vivo, matar é assassínio. Se ainda não é oficialmente vivo, não se pode ir preso por deitar um pedaço de "nada" ao lixo.

Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Duelos Épicos Ep.1

Bem-vindos ao primeiro episódio de Duelos Épicos!

Duelos Épicos é uma luta entre duas personagens num jogo completamente diferente todas as semanas. Acção, suspense e coragem vão estar presentes nos concorrentes sempre que entrarem num frente a frente. Mas chega de conversa e vamos ao episódio de hoje.

Hoje o jogo que está em disputa é o fantástico, o emocionante, o imprevisível "Pedra-Papel-Tesoura". O vencedor será o primeiro a atingir 3 pontos, sendo que empates contam como 0 pontos, e uma vitória conta como 1 ponto.

Vamos então conhecer os dois concorrentes de hoje.

Do lado esquerdo, com um peso de 12 quilos, oriundo da indústria de desenhos animados do Japão, o felino mágico, o mestre do gorrocóptero...

Doraemon!



Doraemon é conhecido pela sua forte pedra, arrasador de todas as tesouras, o que o torna o favorito para o combate de hoje, pois o seu adversário...

...do lado direito, com um peso de 72 quilos, 77 incluido as tesouras, oriundo do famoso filme, o maior cabeleireiro alguma vez visto...

Eduardo, Mãos-de-Tesoura!



Agora que os concorrentes foram apresentados, vamos iniciar o combate.

Round 1

1..2..3



Doraemon usa pedra, Eduardo usa tesoura. Doraemon 1-0 Eduardo

Round 2

1..2..3



Doraemon torna a usar pedra e Eduardo torna a usar tesoura. Doraemon ganha mais um ponto!


Round 3

Sente-se a tensão, pois Doraemon pode já ganhar este combate!

1..2..3




Eduardo tenta usar uma terceira tesoura surpresa, mas Doraemon apanha-o com a pedra!

Doraemon é o vencedor!!!!!

Sábado, 17 de Outubro de 2009

Auditórios

Hoje vamos estudar o que significam os lugares dentro de um auditório e o que representam as pessoas que se sentam nesses lugares.

O seguinte gráfico mostra, com diferentes cores, as diferentes áreas de lugares num auditório.



Zona Azul - Primeiras filas junto ao professor. É ocupada pelos alunos mais aplicados, que fazem questão de ocupar estes lugares independentemente de qual seja a disciplina. Também pode ser ocupada ocasionalmente por alunos que querem "convencer" um professor a subir-lhes a nota numa cadeira específica.

Zona Vermelha - Zona central atrás das primeiras filas. Quem se senta nesta zona está normalmente bastante interessado na matéria da cadeira em que estão. No entanto, não querem ficar debaixo de olho do professor.

Zona Verde - Zona central na parte de trás da sala. Ocupada por aqueles que vão para a aula confraternizar e/ou jogar no portátil. Só não faltam à aula para não ficar com o peso na consciência de ter faltado.

Zona Laranja - Zonas laterais. Lugar onde se senta quem chegou atrasado, e não conseguiu um lugar na zona verde junto dos seus colegas de confraternização. Caso a pessoa que se senta na zona não tenha portátil, acaba por prestar mais atenção à aula do que aquela que planeava.

Zona Amarela - Filas de trás. Lugares para quem chega da noite e se lembra de ir de directa para aula. Grande probabilidade de adormecer.

Zona Roxa - Lugares junto à porta. Ocupados por quem duvida que vá aguentar a aula até ao fim, e prefere ficar num sitio em que não demore muito a sair caso se chateie muito.

Para aqueles que estiverem na dúvida em que lugar se sentar no auditório, fica aqui uma fórmula para calcular o lugar mais indicado.

Primeiro avaliem de 1-10 a vontade de ir à aula (V). Supondo que o auditório tem X filas, devem-se sentar na fila N a contar da porta, em que N=(V/10)*X.

Depois avaliem de 0-10 o vosso sono (S). Supondo que a fila onde se vão sentar tem X lugares, devem-se sentar N cadeiras a contar do centro da fila, em que N=(S/20)*X

Sábado, 19 de Setembro de 2009

Compatibilidade

Hoje vamos estudar dum ponto de vista matemático a probabilidade de sucesso que um gajo tem de ter uma relação com uma gaja. Primeiro de tudo, vamos apresentar as variáveis que vão ser utilizadas neste cálculo.

Atractividade Física (Fis). Mede a atractividade do corpo da gaja. Escala de 0-10.
Inteligência / Personalidade (IP). Mede a parte psicológica de uma gaja. Também numa escala de 1-10.

Grau de atractividade feminina (AtF) (Escala de 0 a 1)
Mede a atractividade global de uma gaja. Depende de Fis e de IP.
Podemos calcular a atractividade feminina através da seguinte fórmula:
AtF = (Fis^2*IP) / 1000

Auto-estima feminina (AeF) (Escala de -1 a 1, negativos significa baixa auto-estima, positivos significa alta auto-estima).
Mede a auto-estima e o orgulho que a gaja tem em si própria.
Também depende de Fis e de IP.
Aef = ((AtF/5)-1) * (1 – (IP * 0,05))

Antes de passarmos à análise da compatibilidade entre um gajo e uma gaja vamos também introduzir o valor de Atractividade Masculina (AtM, escala de 0-1). Este valor é algo que eu não sei calcular, vão ter de pedir a alguma gaja que vos avalie no global.

Tendo todas as variáveis calculadas, vamos entao calcular o valor da compatibilidade entre um gajo e uma gaja.
Comp = ( 0,25 + ( (AtM – AtF) / 2 ) + (0.25* AeF^2)) * 100

Este valor dará a percentagem de sucesso que o gajo vai ter numa relação com a gaja em questão.

Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Gajas na Noite

Gaja: Elemento da espécie humana na variante sexo feminino. É dotada de variados elementos corporais que definem a sua atractividade física. Este valor de atractividade será importante para a análise que será feita posteriormente.

Noite: Lugar espácio-temporal onde ocorrem os actos de bebedeiras e engate. É impossivel definir verdadeiramente a noite, pois bebedeiras e engates podem ocorrer a qualquer hora. Para efeitos práticos, neste estudo vamos assumir que a noite é constituída por um aglomerado de pessoas com uma distribuição de idades homogéneas, e em que cada individuo não conhece mais de 5% dos indivíduos nesse aglomerado.

Agora que já todos sabemos o que é uma gaja, e o que é a noite, podemos partir para a análise das gajas na noite. Antes de mais, é preciso avisar que o comportamento das gajas na noite é algo muito volátil, que varia de noite para noite, e mesmo durante a noite pode variar consoante o consumo de álcool.

Todas as probabilidades referidas, dizem respeito à probabilidade que um gajo qualquer tem de acontecer alguma coisa com a gaja em questão. Por exemplo, a probabilidade de curte da caça bebidas ser 20%, significa que um gajo normal, na noite, tem 20% de hipóteses de curtir com uma gaja do tipo caça-bebidas.


A Comprometida

Normalmente é a mais extrovertida do grupo, pois é aquela que não está preocupada em arranjar alguém, logo não se importa com o que pensam dela. Fala com toda a gente no bar, e na maioria dos casos acaba bebeda a tentar ligar ao namorado enquanto as amigas a carregam para casa.
Probabilidade de curte: 0%
Probabilidade de levar para casa: 0%

Variante

A Encornadora: Como o próprio nome indica, o estatuto de comprometida não a impede de andar "à caça". As suas características assemelham-se à gaja prostituta (ver abaixo), sendo no entanto selectiva, pois apenas caça gajos mais atractivos que o namorado.

Probabilidade de curte: 50%
Probabilidade de levar para casa: 25%


A Caça-bebidas

Esta é a famosa gaja que dá treta a um gajo até ele lhe pagar uma bebida e depois vai-se embora. Normalmente são gajas relativamente atractivas, apesar de já terem sido avistadas todos os tipos de gajas a agir desta forma. É de realçar que quanto maior for o nível de atractividade física, maior é a probabilidade de sucesso. Caso a caça-bebidas esteja com vontade de praticar o acto sexual, o último gajo a pagar-lhe uma bebida será o sortudo (ou azarado) que a leva para casa.

Probabilidade de curte: 20%
Probabilidade de levar para casa: 10%


A Prostituta

A típica gaja que vai para a noite com intenção de sair de lá com um gajo. Veste-se de forma provocativa, normalmente com altos decotes. Quanto maior é o decote, maior é a vontade. Quando se trata de gajas muito atractivas, tendem a ser ligeiramente selectivas, tomando uma atitude caça-bebidas até encontrar um gajo que lhes agrade minimamente. Tendem a agir como se estivessem bebedas para "desculpar" a facilidade com que qualquer um as come.

Probabilidade de curte: 95%
Probabilidade de levar para casa: 75%

Variante

A Caça-restos: Gajas pouco atractivas, ou com muito baixa auto-estima, que, como o próprio nome indica, andam atrás dos restos, ou seja, gajos que ainda ninguém levou. Atacam mais no final da noite quando o rácio de gajos:gajas na noite anda pela zona dos 8:1, e a maioria dos gajos está demasiado desesperado ou bebedo para dizer não. De notar que a taxa de sucesso destas gajas ronda os 100%.

Probabilidade de curte: Igual ao racio de gajas/gajos na noite. Se houver 1 gaja para 8 gajos, a probabilidade é de 1/8 = 12,5%
Probabilidade de levar para casa: Igual à probabilidade de curte.


A Invejosa

O maior inimigo de qualquer gajo que ande "ao ataque". Esta gaja anda sempre acompanhada de outra(s) gaja(s) que é(são) muito mais atractiva(s). Como se sente irritada e cheia de inveja por haver muitos gajos a falar com a amiga enquanto ela é ignorada, torna-se hostil para com todos esses gajos, defendendo-se com a frase "tu estás bebeda, amanhã ias-te arrepender".

Probabilidades (para a amiga boa): 0%

Variantes

O Estorvo: É uma gaja com as mesmas características que a invejosa, mas que quando se vê na situação de gajos a falar com a amiga, toma uma atitude passiva, mantendo-se silenciosa e seguindo a amiga para todo o lado sem esboçar qualquer reacção, levando a que a amiga rejeite todos os gajos para lhe poder dar atenção.

Probabilidades (para a amiga boa): 10% (se a amiga estiver mesmo bebeda, não vai dar atenção ao estorvo).

A neo-puta: Gaja que se torna instantâneamente uma puta assim que a amiga começa a curtir com um gajo, só para não se sentir inferior. Aceita o primeiro que lhe disser olá.

Probabilidade de curte: 100%
Probabilidade de levar para casa: 100% (se a amiga for para casa do gajo), 0% (se a amiga não for).


A Casamenteira

Esta gaja é a companheira de uma invejosa, que, compreendendo a situação da amiga, se dedica a arranjar um gajo para ela. Normalmente encontra-se ligeiramente bebeda. Há também grande probabilidade que seja uma gaja ligeiramente "rodada", que não irá morrer por passar uma noite sem gajo. Em algumas situações, a casamenteira aparece não por solidariedade para com a amiga, mas sim para poder despacha-la para passar ao seu próprio engate.

Probabilidade de curte (com a amiga da casamenteira): 100%
Probabilidade de levar para casa: 0% (se a gaja é timida para arranjar um gajo por si própria, também é timida para ir logo com um gajo para casa).


A Protegida

Gaja que não está habituada a andar na noite, possivelmente é a sua primeira vez na noite. Está acompanhada por uma escolta de amigas que fazem tudo para a proteger doutros gajos. É impossível falar com uma gaja destas, pois as amigas fazem questão de as escoltar para toda a parte.

Probabilidade de curte: 0,1% (há uma muito pequena hipóteses de as amigas ficarem completamente bebedas e todas começarem a curtir com um gajo)
Probabilidade de levar para casa: 0%


A Ingénua

Tal como a protegida, é uma gaja que não está habituada a andar na noite, mas que, neste caso, vai para a noite sozinha, ou com amigas com quem ainda não tem confiança. É facilmente detectavel pela forma como anda pela noite com ar de perdido e sorri a toda a gente que lhe sorri. Não demora muito até estar a ser atacada por gajos. Devido à sua ingenuidade, não demorará muito a ficar bebeda com as bebidas que lhe oferecem. De certeza que acaba a noite a curtir com alguém, e há grandes probabilidades de perder a virgindade.

Probabilidade de curte: 80%
Probabilidade de levar para casa: 40%


A Tímida

Gaja que notoriamente não gosta da noite, e que foi influenciada a sair pelas amigas. Tende a esconder-se atrás das amigas, e rejeita bruscamente qualquer gajo que tente falar com ela. Normalmente evitam beber para não perder o controlo.

Probabilidade de curte: 0%
Probabilidade de levar para casa: 0%


A Festeira

A gaja que não apresenta nenhuma característica das anteriores. Apenas está na noite para se divertir com as amigas. Dependendo do grau de alcoolémia pode ser mais ou menos extrovertida. Tende a dar corda aos gajos só pelo gozo. Em certos casos pode acabar a noite a curtir, mas só com amigos, conhecidos, ou ex-namorados.

Probabilidade de curte: 2% (se não conhecer a gaja), 10% (se a conhecer)
Probabilidade de levar para casa: 0%

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Árvore Genealógica

Hoje em dia existem montes de confusões familiares como enteados, primos casados, irmãos a ter filhos, etc. Pus-me a imaginar o que iria dar se levássemos estas misturas a um nível superior.

Imaginemos, que numa festa de Natal, a bebedeira já era alguma, e eu passava a noite com a minha avó. Mais improvável que isso, ela ainda estava no período fértil, e tivemos uma filha. Como é óbvio, a minha filha seria sempre minha filha. Mas ela ia ser irmã da minha mãe, logo ia ser minha tia.

Eu não sei como funciona em vossas casas, mas eu costumo ter muito respeito pelas minhas tias. Agora pergunto-me eu, como hei-de educar uma filha, se tenho por ela o respeito de uma tia? Ela faz asneira, e eu não a posso castigar porque é uma tia. Ela diz qualquer coisa mal, mas eu não a posso corrigir porque é uma tia...

Mas entrando ainda mais na loucura, vamos imaginar que a bebedeira era mesmo muita, e que a minha avó já era viúva há algum tempo, e nos decidimos casar. Isto iria trazer uma enorme confusão para a árvore genealógica. Primeiro ia passar a ser o sogro do meu pai. Ia ter de passar a controlar tudo o que ele fazia com a minha mãe. E eu era a prova viva de que algo andou a acontecer. Para além disso, eu ia passar a ser o pai da minha mãe. A minha mãezinha, que sempre foi ela que tomou conta de mim, agora ia passar a ser eu a ter de tomar conta dela.

Pior que isto tudo, eu ia passar a ser o meu próprio avô. Se nesta altura já se perderam, vamos recapitular. Eu casei com a minha avó. Passei a ser o pai da minha mãe. A minha mãe é obviamente minha mãe. E o pai da mãe é o avô. Logo, eu sou o meu próprio avô e o meu próprio neto. Sempre que tivesse à rasca de dinheiro, ia até ao espelho mais próximo e dizia "Oh vô, dá-me dinheiro para eu ir comprar um gelado". E nessa altura, tirava uma nota do bolso esquerdo, metia-a no bolso direito e dizia "Toma lá netinho, compra o gelado e guarda o troco para comeres um outro dia". Melhor avô é impossível.

Isto tudo para não falar do irmão da minha esposa que se casou com a minha filha e passei a ser sogro do meu cunhado...